Oeste: de Norte a Sul

Quando se fala de turismo em Portugal existem alguns destinos que saltam imediatamente à vista.  

O Algarve será, porventura, o mais óbvio, até por ser o destino de excelência de muitas famílias desde há várias décadas atrás. Entretanto, a costa vicentina tem vindo a ganhar terreno, especialmente para quem procura um ambiente balnear, mas mais sossegado e tranquilo. 

Depois existe o caso de Lisboa e do Porto, as duas maiores cidades do país, que têm características diferentes. São destinos urbanos, mais virados para um público jovem e mochileiro. E tudo isto apenas no território continental, porque ainda existem as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, com especificidades bem próprias.

 

Existe uma região em Portugal que, apesar do seu potencial enorme, parece continuar a ser uma pérola por descobrir. Nas publicações internacionais especializadas começam a surgir os primeiros alertas, chamando-lhe “o segredo mais bem guardado da Europa”. Falamos do Oeste de Portugal, o território no centro do país, que mistura na mesma zona natureza, cultura e arte como nenhuma outra região.

 

O TERRITÓRIO DO OESTE

A região do Oeste português é bem diversificada e isso explica-se também pela quantidade de territórios que alberga. Ao todo são 12 concelhos, a norte de Lisboa, incluindo cidades urbanas mais vastas como Caldas da Rainha ou Torres Vedras, vilas pitorescas como a Nazaré ou Óbidos e tanto áreas costeiras como interiores.

 

Além desta riqueza geográfica, outra das mais-valias do Oeste português é a sua localização. Situada estrategicamente entre as duas mais importantes cidades nacionais, Lisboa e Porto, o Oeste está a apenas 1 hora de distância da capital, sendo servida por ótimos acessos rodoviários e por uma vasta rede de transportes públicos, incluindo o ferroviário.

 

Assim, a região do Oeste é delimitada a sul por Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Abraço, enquanto a norte é delimitada por Alcobaça e Nazaré. Os outros concelhos que a integram são as Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Lourinhã, Cadaval, Alenquer e Torres Vedras. Mas já vamos descobrir mais sobre elas.

 

O QUE VISITAR DE NORTE A SUL DO OESTE

Tendo em conta a vastidão do território e as suas diferentes características torna-se difícil realçar as melhores atrações do Oeste português. No entanto, podemos tentar, se bem que é importante deixar bem claro que estes destaques vão sempre pecar por defeito. Comecemos então pelo mar e pelos amantes do verão.

 

Para esses, Peniche e Nazaré são os destinos de eleição. Ambos têm as melhores praias da região e, provavelmente, das melhores de toda a costa oeste do país. Com a sua areia branca e areal extenso, a Praia do Norte, por exemplo, é um desses destaques. Além disso, tanto Peniche como Nazaré apresentam ainda condições extremamente favoráveis para a prática desportiva aquática, nomeadamente o surf. Profissionais e amadores de todo o mundo reúnem-se nas praias destes dois concelhos, que recebem inclusive uma prova do circuito mundial da especialidade.

 

Esta é uma região também com uma grande tradição religiosa. Aqui, a raiz judaico-cristã é ainda muito forte e espelha-se num património construído único e ímpar. Para quem gosta deste tipo de arquitetura, seja crente ou não, o Oeste é um destino de eleição. Em Alcobaça, o Mosteiro homónimo é um dos mais importantes monumentos nacionais e um dos locais obrigatórios em qualquer roteiro por esta zona. Foi começado a construir no século XII e é considerado uma das 7 Maravilhas de Portugal.

 

No entanto, poucas cidades têm o encanto que tem a vila de Óbidos. Esta antiga vila medieval, que é património mundial da Unesco, mantém-se praticamente inalterada desde que foi fundada, rodeada pelas suas altas muralhas. É como se fosse um cenário de filme, saído de uma série como o “Game of Thrones”, de aspeto pitoresco, mas com uma intensa vida social e cultural nas suas ruelas.

 

É também em Óbidos que deve provar a famosa ginjinha, um aperitivo obrigatório para todos aqueles que visitam Portugal. É que o Oeste é também uma região de boa mesa, tanto na comida como na bebida. Os doces conventuais de Alcobaça têm uma fama que os precede, como a famosa lampreia de ovos, mas também os pratos de caça. Esta é uma zona de boa carne, mas também de bom vinho. Afinal de contas, as condições atmosféricas favoráveis tornam a região numa das mais ricas no que diz respeito à vinicultura.

 

O Oeste de Portugal é assim a zona a descobrir num futuro próximo. Cada vez mais visitantes chegam dos quatro cantos do mundo, depois de terem ouvido falar desta pérola na ponta mais ocidental do continente europeu. E nós, cá dentro, continuamos a ter os maiores tesouros de todos à nossa porta, muitas vezes sem termos bem noção disso. Está na altura de mudarmos essa situação!

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